Texto escrito por:
Márcia A. Teixeira, nutricionista
Nenhum outro elemento desempenha tantas funções no organismo como a água, sendo sua ingestão diária fundamental à saúde humana. Ela também auxilia na perca de peso, pois o volume de água no sistema digestivo provoca sensação de saciedade, diminuindo assim a necessidade de consumir alimentos toda hora.

O corpo perde água constantemente – através da respiração ao expirar, através da pele ao transpirar e através da urina. Essa água é responsável para manter nossa saúde sempre boa. Dois terços do peso corpóreo correspondem à água. Um indivíduo com 68 quilos possui aproximadamente 38 litros de água no corpo.

Para manter este equilíbrio, os indivíduos saudáveis com uma função renal normal e que não transpiram excessivamente devem ingerir pelo menos um litro de líquido por dia. No entanto, é recomendada a ingestão de 1.5 a 2 litros por dia para proteger-se contra a desidratação e também contra a formação de cálculos renais.

Entretanto, um indivíduo pode apresentar desidratação quando ele é incapaz de ingerir uma quantidade suficiente de água para compensar a perda excessiva, como no vômito prolongado ou na diarréia grave. A deficiência de água leva rapidamente a uma variação de 1% no grau de hidratação, já de inicio ocasionando a desidratação, podendo agravar se a falta da mesma for prolongando – se.


Os líquidos das bebidas que nos ingerimos e os alimentos que nos comemos são a principal fonte de água, necessária para regular a temperatura do corpo, manter a pele hidratada e transportar oxigênio e outros nutrientes essenciais para as células do nosso corpo. É certo que há água nos alimentos, mesmo os sólidos, mas a complementação da ingestão diária de água deve ser feita, periodicamente.

Uma forma de se observar se a quantidade de água é adequada, é observar a cor da urina, que na maioria das vezes deve ser incolor, pois quanto mais forte a cor da mesma, pouca ingestão de água está sendo feita pelo individuo em quentão.

A necessidade de água depende dos processos metabólicos, do gasto energético do organismo, da atividade física e das condições ambientais.

A desidratação causa:

  • Descamação do couro cabeludo podendo ou não levar a queda dos cabelos e também a queda e enfraquecimento dos pêlos;

  • Distúrbios de concentração, sono e memória, com perda da disposição para realização das atividades diárias, em virtude da circulação cerebral por baixa quantidade de água que faz o sangue ficar mais “viscoso” e “grosso”, com a circulação mais lenta;

  • Ressecamento dos olhos e tecido das vias aéreas que com baixa umidade, sofrem lesões com mais facilidade por ficarem mais frágeis, assim tornando-se mais propensos a inflamações e infecções: conjuntivites; sinusites; bronquites; pneumonias; lesões da pele com aparecimento de cravos e espinhas pela não eliminação adequada das toxinas via pele e seu acúmulo local;

  • Baixa produção de saliva;

  • Distúrbio no aproveitamento adequado de vitaminas e sais minerais, com excesso em alguns lugares e falta em outros, levando a cãibras, dormências, perdas de força muscular e problemas ósseos dentais;

  • Respiração dificultada, por vezes levando à falta de ar, sobretudo nos exercícios físicos;

  • Constipação e por vezes, sangramento retal (devido a fezes ressecadas, endurecidas que lesam o tecido intestinal ao moverem-se em seu interior);

  • Impotência ou disfunções eréteis ou, no caso das mulheres, sangramentos vaginais.

Os governos devem garantir o acesso e a qualidade da água tratada a toda a população brasileira, segundo os direitos humanos. Sistemas de abastecimentos seguro de água são requisitos fundamentais para a saúde publica garantir e preservar os mananciais de água em território nacional é requisitos para a saúde da população.

Por tanto vamos começar hoje mesmo a colocar em pratica nossa boa hidratação, bebendo 1,5 a 2 litros de água por dia. E garantindo assim ao nosso corpo um bom funcionamento, que levara a nos ajudar a perder peso com saúde.

  • Texto escrito por:
    Márcia A. Teixeira, nutricionista, especialista em Unidade de Alimentação e Nutrição pelo Centro Universitário do Triângulo, CRN 10642.