Na luta contra os quilos extras, muitas pessoas acham que a cirurgia de redução de estômago é a solução mais fácil, mas não é. Pelo contrário, pode ser o caminho mais complicado. Nosso autor convidado, o Adriano Silva, do JA Estética & Cirurgia Plástica, cita nesse artigo, alguns tipos de técnicas mais usadas.

Texto escrito por Adriano Silva

A obesidade é uma doença que não tem cura, mas hoje existem algumas ferramentas que ajudam a controlá-la. A cirurgia de redução de estômago ou bariátrica é uma intervenção cirúrgica para as pessoas na faixa considerada obesidade mórbida, ou aquelas pessoas que estejam com risco de vida, devido ao excesso de peso.

A redução faz com que o estômago, antes capaz de reter 1,5 litros, passa a ter espaço para somente uma 20 mililitros (uma xícara de café). Dessa forma, a pessoa que passar por essa operação pode perder cerca de 40% do seu peso.

Processo longo

Os preparativos para a cirurgia devem ser físicos e psicológicos. Será preciso perder um pouco de peso, cumprir uma dieta equilibrada, melhorar a função pulmonar através de fisioterapia para diminuir o risco de morte.


Psicologicamente, o paciente deverá ter a consciência da grande mudança que acontecerá no seu corpo. Além disso, o acompanhamento psicológico é fundamental para que o paciente tenha consciência da enorme mudança que vai sofrer e enfrente o grande medo de todos os obesos: recuperar o peso perdido após a cirurgia.

A perda principal de peso ocorrerá nos 12 primeiros meses, depois disso a balança se estabilizará. Depois de 3 ou 4 anos a pessoa poderá engordar se não mantiver hábitos alimentares saudáveis e adotar uma rotina de exercícios.

Tipos de cirurgia

• A Fobi-Capella é o tipo de cirurgia mais utilizado, com cerca de 90% das cirurgias feitas por este método. Ele faz parte das chamadas gastroplastias e permite a perda de 50% do peso corporal.
Ela acontece da seguinte maneira: o estômago é separado em duas partes, a maior será inutilizada e ligada diretamente ao intestino delgado, tornando o transito de alimentos mais lento a prolongando a sensação de saciedade.
O ponto contra desse procedimento é que o paciente desenvolverá uma intolerância a doces, que tende a diminuir depois de um ano.

• A Restritiva (banda gástrica ajustável) limita a entrada de comida no estômago através de um dispositivo colocado na entrada do órgão.

Nessa técnica, um tipo de “cinto” será colocado no estômago, deixando-o com o formato de uma ampulheta. A perda de peso é menor, mas o procedimento é bem menos complicado.

Mas, se o paciente não resiste à tentação de trocar refeições balanceadas por doces, esse pode não ser o melhor procedimento.

• A técnica desabsortiva reduz o trajeto do alimento no intestino, diminuído a absorção de nutrientes. Isso acontece, pois ao cortar um pedaço do estômago e isolar uma parte do intestino, a área de contato do alimento com o seu corpo diminui.

Este método não é muito indicado, pois pode causar sérios problemas metabólicos e nutricionais se não houver um acompanhamento médico rigoroso.

• O balão intragástrico é um dos tipos de procedimento mais conhecidos, introduzindo um balão de silicone no estômago do paciente, por um método parecido com uma endoscopia. Depois de alocado no órgão, o balão é preenchido com cerca de meio litro de um líquido azul. Esse balão ocupa cerca de 50% do órgão, fazendo a pessoa se sentir satisfeita mais rápido e, portanto, comer menos.
Por não exigir uma intervenção cirúrgica, é uma boa opção para pessoas muito gordas que não conseguem seguir dietas. Se o balão estourar, o corante azul aparecerá na urina, dando o alerta ao paciente.


Exigências no pós operatório

O segredo da redução de estômago ser bem sucedida, ou seja, propiciar que uma pessoa emagreça bastante, é que o paciente passa a se sentir satisfeito ingerindo uma quantidade de comida bem menor, gerando resultados imediatos na balança. O acompanhamento médico e a adoção de hábitos alimentares e físicos saudáveis são vitais para que o esforço e sofrimento do paciente não seja em vão.

Importantíssimo…

A cirurgia não acaba com a vontade de comer, não ajuda a controlar a gula e não queima as gorduras já armazenadas no corpo. Tudo isso só mudará com o esforço da própria pessoa, em ser disciplinada quanto ao que pode ou não comer e a manter uma rotina de atividades físicas.

Antes de fazer a cirurgia é essencial que o paciente já tenha uma disciplina alimentar rigorosa.
Existem sim, efeitos colaterais sérios, como a anemia crônica em algumas pessoas.

Somente um médico pode, depois de vários exames decidir se a única opção para o paciente é mesmo a redução de estômago.
Este é um guest-post escrito por Adriano Silva, do JA Estética & Cirurgia Plástica