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Pintar as unhas é um hábito muito comum na cultura brasileira. Para muitas mulheres, sair de casa sem pintar as unhas, é como sair sem roupa. Mas você sabia que esse hábito é bem mais antigo do que você imagina?

Ele remonta a uma época anterior a de cristo e já era usado nas civilizações egípcias e chinesas, principalmente, para demonstrar “status” e poder. Acompanhe agora, como surgiu esse hábito diário de várias brasileiras e mulheres ao redor do mundo.

Segundo pesquisadores, o exercício de colorir as unhas surgiu por volta de 3000 anos antes de cristo (a.C) no território que conhecemos atualmente como china. O fato interessante, é que este hábito não se restringia somente às mulheres, pois na época pintar as unhas não era considerado apenas um símbolo de beleza e feminilidade, mas visto como forma de demonstrar o poder e status daquela pessoa na sociedade.

Nessa época, a coloração das tintas para pintar as unhas era feita com espécie de rena e as cores diferenciavam as pessoas conforme suas classes sociais. Somente os indivíduos que ocupavam uma boa posição social poderiam usar cores como vermelho ou preto.


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Cleópatra usava esmalte!

Por volta de 30 anos antes de cristo (a.C), o hábito de pintar as unhas havia virado uma moda entre os egípcios, que para terem as unhas coloridas mergulhavam os dedos em tintura de rena.

No entanto, assim como na cultura chinesa, para os egípcios pintar as unhas não envolvia uma questão simplesmente estética, mas sim uma forma de distinguir classes através dos tons de pintura como o observado na china.

Por volta do século 3 a.C., usar tons de vermelho e metálico significava que a pessoa ocupava um lugar privilegiado na hierarquia social, exemplo disso era a própria Cleópatra, que durante o seu reinado, era a única pessoa que podia adornar as unhas de vermelho (e quem desobedecia às suas ordens, pasmem, podia ser punido com a morte!).

No ano de 1925 se deu início à indústria dos esmaltes como conhecemos hoje. Nesse mesmo ano, como resultado de uma variação da tinta usada para pintura de carro, surgiu o primeiro esmalte, onde a única cor disponível era um rosa claro.

Chegando no ano de 1930, a pintura e tratamento das unhas passou a ser fundamental para a vaidade das mulheres, principalmente por grandes estrelas de hollywood, que começaram a pintar as unhas das mãos e dos pés, como a Rita Hayworth e Jean Harlow.

Com isso, em 1932 os irmãos Charles e Joseph Revlon custearam a invenção de um esmalte mais brilhante e envolvendo uma grande gama de cores desenvolvendo nosso esmalte atual.