Dieta sem glúten

gluten e obesidade
O ataque ao glúten teve seu ápice com o lançamento do livro Glúten e Obesidade, a verdade que emagrece de Regina Racco. No livro a autora afirma que o glúten é o vilão de vários males de nosso organismo inclusive o que inclui a obesidade. Sendo que o motivo é sempre o mesmo, o exagero de consumo de derivados do trigo, aveia, centeio, cevada e outros.

Apesar de alguns dizerem que uma dieta sem glúten pode ajudar a emagrecer, médicos e nutricionista afirmam que, não existe comprovação científica que comprove isto. O que acontece é que quem evita o glúten, quase sempre evita massas, pães, bolos e outros alimentos derivados do trigo. Ou então os troca por alimentos integrais, que podem ser menos calóricos e com um teor fibra muito maior, o que facilita o funcionamento do intestino e a eliminação de toxinas. E claro, aprende a controlar melhor o que, como, e quanto come.

A doença celíaca é o único problema de saúde que exige a retirada total do glúten da alimentação “Não existe base científica para condenar esse componente do trigo”, diz Jaime Amaya Farfan, cientista de alimentos da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. “A não ser no caso da doença celíaca, não há evidências de que o glúten seja uma proteína ruim para o organismo de indivíduos saudáveis nem que tenha a ver com a obesidade.”

Apesar da polêmica,  muitos as vezes não entendiam o porque da informação “CONTÉM GLÚTEN” ou “NÃO CONTÉM GLÚTEN” escritas nas embalagens de produtos industrializados. E até então tem tido sua vidas normalmente.
Essa informação é obrigatória pela lei federal nº 10674 , de 2003, que em minha opinião deveria ser um dever cívico e não uma imposição da lei, pois para quase um milhão de celíacos essa informação pode ser vital.

E todo esse interesse por pessoas não celíacas, de uma certa forma tem beneficiado quem tem a Doença Célica. Pois tem aumentado a variedade de produtos sem glúten nas prateleiras, mas ainda em preços inacessíveis para muitos .

O que é a Doença Celíaca.

dieta sem glutenÉ a intolerância à proteína glúten, presente no Trigo, Aveia, Centeio, Cevada e Malte. Ela não é contagiosa e normalmente se manifesta entre 1 a 3 anos de idade, em crianças com predisposição genética à doença ou com histórico familiar, pois é quando se começa a introduzir as papinhas engrossadas com cereais, bolachas, pão, sopinhas de macarrão e outros. Mas uma manifestação tardia não é descartada, podendo sim aparecer na fase adulta.
A dermatite herpetiforme é uma variação possível da doença que apresenta pequenas feridas ou bolhas na pele que coçam ( são sempre simétricas, aparecendo principalmente nos ombros, nádegas, cotovelos e joelhos).

Sintomas

O glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado prejudicando a absorção dos nutrientes, vitaminas, sais minerais e água dos alimentos. Os sintomas da Doença Celíaca se confundem com outros distúrbios. E podem variar de pessoa para pessoa, que seriam:
Diarréia crônica (que dura mais do que 30 dias), Prisão de ventre, Anemia, Falta de apetite, Vômitos, Emagrecimento, atraso no crescimento, humor alterado (irritabilidade ou desânimo), distensão abdominal (barriga inchada), dor abdominal, perda de peso ou pouco ganho de peso e osteoporose.

emagrecer de vez

Diagnóstico

Ainda não existe um exame específico para a doença, mas as exames de sangue são muito utilizados na detecção. Os exames do anticorpo anti-transglutaminase tecidular (AAT) e do anticorpo anti-endomísio (AAE) podem ser confiáveis e precisos, mas somente com uma endoscopia com biópsia pode-se ter exata confirmação.

Tratamento

A Doença Celíaca não é um estado momentâneo do organismo como a gripe que pode ser curada. Mas sim uma condição permanente como a Diabetes.
Sendo assim o melhor tratamento é aceitar a condição de Celíaco e aprender a se adaptar a uma alimentação sem glúten e bem moderada.
É vital ter uma alimentação totalmente sem o gl[uten, ou seja, alimentos que contenham trigo, aveia, centeio, cevada e malte ou os seus derivados (farinha de trigo, pão, farinha de rosca, macarrão, bolachas, biscoitos, bolos e outros).

alimentação sem glutenA alimentação do Celíaco normalmente é composta em sua maioria de proteínas (carne em geral) e gorduras (margarina, manteigas, óleos, etc). Os carboidratos (massas sem glúten, açúcares, etc) sempre ficam com a menor parte . Mantendo exatamente esta dieta, quem convive com a doença celíaca tende a ter um aumento do peso corporal, para evitar isso, deveria diminuir a ingestão de proteínas, moderar o consumo de gorduras e aumentar o consumo de frutas, sucos naturais, verduras e legumes, tornando sua alimentação mais adequada e saudável.
Alimentos sempre liberados aos Celíacos
Hortaliças e leguminosas: folhas, cenoura, tomate, vagem, feijão, soja, grão de bico, ervilha, lentilha, cará, inhame, batata, mandioca e outros).
Frutas: todas, ao natural e sucos.
Cereais: arroz, milho, a quinua, apesar de altamente proteica, não possui glúten.
Farinhas: mandioca, arroz, milho, fubá, féculas.
Carnes e ovos: aves, suínos, bovinos, caprinos, miúdos, peixes, frutos do mar.
Laticínios: leite, manteiga, queijos e derivados.
Gorduras: óleos, margarinas.

Associações dos Celíacos no Brasil

ACELBRA-SP
ACELBRA-MS
ACELBRA-SC
ACELBRA-RS
ACELBRA-DF
ACELES
ACELBRAJOINVILLE
FENACELBRA
Grupo GEAC
Centro de pesquisas da Universidade de Brasília

Este artigo foi escrito apenas como informação superficial sobre o problemas dos celíacos, que é bem mais sério do que o apresentado. Portanto não nos qualificamos em momento algum a poder ajudar no caso da doença. O ideal é sempre ter um acompanhamento de médicos e especialistas em nutrição para os celíacos, procure a ajuda das associações citadas acima, lá poderão ter todo apoio necessário.
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