Quando se resolve a entrar de dieta nosso primeiro passo é cortar o açúcar, mas como não conseguimos ficar sem o sabor docinho em certas ocasiões, saímos a procura dos adoçantes. E atualmente existe uma verdadeira infinidade deles, mas é preciso tomar cuidado, pois nem sempre o adoçante que se escolhe vai dar o resultado que precisa.
Consegui agrupar alguma informações sobre as principais substâncias com as quais os adoçantes são feitos e espero que possa ajudar no memento da escolha.

Do que é feito os adoçantes?

Adoçante dietético é produzido a partir de edulcorantes, substâncias responsáveis pelo sabor doce. Eles tem o poder de adoçar muito mais forte do que o açúcar comum, sendo alguns não calóricos e que não afetam pessoas que problemas de diabete e que devem ser usados em dietas com restrições calóricas.

Tipos de Edulcorante


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Existem vários edulcorantes que são usados ultimamente e os adoçantes podem ser divididos em:


Não calóricos

Sacarina
– É o adoçante artificial mais antigo, foi descoberto em 1897 e usado desde 1900
– É sintético e extraída de um derivado do petróleo
– Adoça aproximadamente 200 vezes mais que a sacarose (açúcar branco)
– É absorvida lentamente, mas não é metabolizada pelo organismo, sendo excretada de forma inalterada pelo rim.
– Não causa cáries
– Possui sabor residual amargo e metálico
– É estável a altas temperaturas, podendo ser utilizado em preparações quentes

Ciclamato
– Descoberto em 1940
– É sintético e composto a base de um derivado de petróleo
– É cerca de trinta vezes mais doce que a sacarose
– Possui sabor residual doce-azedo
– Não causa cáries
– Estável a altas temperaturas
– O ciclamato é permitido nos Estados Unidos, Canadá, Brasil e mais de quarenta países
Exemplos : dietil, sucaryl, adocyl, assugrin e doce menor

Aspartame
– Descoberto em 1965;
– É uma proteína adocicada produzida a partir de dois aminoácidos encontrados normalmente nos alimentos: metil-éster-fenilalanina e ácido l-aspártico
– Cerca de 43 vezes mais doce do que a sacarose
– Não causa cáries
– Possui sabor residual semelhante ao da sacarose
– Não deve ir ao fogo porque em altas temperaturas pois sofre uma reação que causa perda do sabor doce. Recomenda-se acrescentar o produto aos alimentos e líquidos após a retirada do fogo, apesar de não terem sido notadas alterações quando utilizado em preparações com leve aquecimento ou em recheio de bolo, tortas, etc. De preferência, deve ser misturado aos alimentos no momento do consumo
– É contra-indicado para os portadores de fenilcetonúria (incapacidade do organismo de metabolizar a fenilalanina). Esta anomalia é rara e geralmente é diagnosticada ao nascimento
Exemplos : finn, zerocal, gold, aspasweet, cristaldiet

Acesulfame
– Descoberto em 1967, foi aprovado pela FDA em 1988 para uso em bebidas, sobremesas, gomas de mascar e adoçantes de mesa
– O Ace-K é um sal de potássio sintético produzido a partir de um ácido da família do ácido acético
– É cerca de 125 vezes mais doce do que a sacarose
– Sabor residual semelhante a glicose (mais doce do que a sacarose)
– O organismo o absorve mas não o metaboliza, o que significa que é eliminado tal como é ingerido
– Não causa cáries
– Pode ir ao fogo por ser estável a altas temperaturas
– Pessoas com deficiências renais que necessitam limitar a ingestão de potássio (K) devem estar cientes de que este produto contém pequenas quantidades deste elemento
Exemplos: Assurgin e Doce Menor

Sucralose
É o único que deriva da cana, por isso tem um sabor considerado mais próximo ao do açúcar refinado. Pode ser consumido com segurança por diabéticos, gestantes e por pessoas de qualquer faixa etária e estado fisiológico
Exemplo: Linea (com acesulfame-K)

Stévia
– Foi descoberto em 1905
– Stévia é o adoçante extraído da stévia, planta originária da Serra do Amambaí, na fronteira do Brasil com o Paraguai
– É bastante consumido no mundo oriental, principalmente no Japão
– Adoça cerca de 200 vezes mais do que a sacarose
– Seu sabor residual é semelhante ao do alcaçuz
– Não causa cáries
– E o único adoçante de origem vegetal produzido em escala industrial
Exemplo: Stevita (pura) e Good Light

Calóricos

Frutose
– É um adoçante natural e encontrado nas frutas e no mel
– Contém 4 kcal por grama
– Causa cáries
– Inicialmente seu metabolismo não depende da insulina. Estudos recentes comprovam que a frutose, quando ingerida junto das refeições não altera a glicemia.
– Seu alto poder adoçante torna a frutose um adoçante pouco calórico, uma vez que são necessárias dosagens pequenas para atingirmos um sabor adocicado.
– Quando submetida ao calor a frutose derrete, porém mantém o seu sabor
Exemplo: Doce Menor e Lowçucar

Xylitol, Sorbitol e Manitol
– São álcoois de açúcar obtidos pela redução da glicose (sorbitol) e frutose (manitol). O xylitol é obtido pela hidrogenação da xilose
– Contêm 4 kcal por grama
– Não causam cáries e por isso são largamento utilizados na produção de goma de mascar
– São utilizados por indústrias na elaboração de produtos dietéticos


Conhecidos do mercado:


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Cada caso é um caso.

Mas é preciso tomar cuidado, pois pessoas diabéticas e com problemas de intolerância a nutrientes, devem ter orientação médica e nutricional a respeito de quais adoçantes utilizar, uma vez que muitos deles contém lactose ou sacarose como veículo de suas substâncias edulcorantes.

Gestantes e crianças.

Tudo o que não é natural pode sim atrapalhar o desenvolvimento tanto da criança e do feto, portante ps adoçantes só devem ser consumidos com aprovação de um médico, pois são, em sua maioria produzido a partir de substâncias químicas que podem deixar resíduos na corrente sanguínea.
Mesmo o stévia, considerado por alguns como “natural” só deveria ser consumido depois de conversar com seu médico.

Controvérsias e polêmicas.

Apesar de existir vários rumores de que os adoçantes seriam causadores de doenças como câncer, lupus, esclerose múltipla, alzheimer, para citando algumas doenças graves, não existe comprovação científica que afirme isso ou qualquer outro fator contra o uso dos adoçantes, quando em quantidades não exageradas.
Muito pelo contrário, tem surgido vários estudos que desacreditam esses rumores. Assim como não existe comprovação que proíba qualquer tipo adoçante em dietas proteicas, ou seja, pode-se usar qualquer tipo de adoçante. Mas claro….tudo deve ser com moderação.

Controle seu consumo

Existe uma “média de consumo” generalizada que seria:
Para obter o valor diário (máximo) recomendado basta multiplicar o valor abaixo pelo seu peso. Por exemplo Acesulfatame-K: 15mg/Kg para uma pessoa de 70 kg.
O cálculo ficaria: 15 x 70 = 1050mg, que seria 1,05 gr por dia. Ou seja o consumo deve ser moderado sempre.

Edulcorante => Limite (mg/kg -peso da pessoa)
Acesulfatame-K: 15mg/Kg
Aspartame: 40mg/Kg
Ciclamato: 11mg/Kg
Sucralose: 15 mg/dia/kg
Frutose: não existe limite
Sacarina: 5mg/Kg
Stévia: 5,5mg/Kg
Xylitol, Manitol e Sorbitol: 15 mg/Kg

Dicas importantes:

* Adoçar sempre com moderação, nada de achar que pode-se usar a mesma quantidade do que o açúcar comum.
* Não use um mesmo adoçante por muito tempo.
* tente não usar o aspartame com alimentos quentes.
* Evite consumir muitos alimentos dietéticos em um só dia.
* Nunca se esqueça, dietético não é zero calorias e light pode não ser zero açúcar. Verifique sempre os rótulos.