CAPA-O que acontece no nosso organismo quando temos a sensação de perigoSabe aquele dia em que você vê o ônibus que você precisa estar, já saindo do ponto de ônibus e então você decide correr como nunca correu antes para conseguir “pegá-lo” ou aquela situação onde você está correndo de um cachorro que “não foi com a sua cara” e corre como um “super herói”?!

Nessas situações nós percebemos que a nossa energia para correr ou pensar em formas de fuga é muito maior do que em momentos normais, pois naquele momento a única coisa que importa é sair daquela situação desconfortante.

Mas você sabe o que acontece no seu organismo para que surja esse “super herói” de dentro de você? Conheça nesse artigo os mecanismos do nosso sistema nervoso para lidar com a sensação de perigo ou necessidade extrema.

Quando se estuda a anatomia humana, pode-se dividir o sistema nervoso em sistema nervoso somático e visceral, sendo esse dividido em aferente (leva as informações do órgão para o sistema nervoso) e eferente (leva as informações do sistema nervoso para os órgãos,gânglios e demais estruturas feitas de musculatura Lisa).


É nesse fator eferente que está contida a “fórmula mágica” para você virar um “super herói” nos momentos em que você se sente desconfortável e surge aquela sensação de perigo.

Dentro da classificação eferente nós temos o sistema nervoso autônomo simpático e o parassimpático, eles controlam todo o nosso sistema involuntário do organismo, ou seja, os batimentos cardíacos do coração, a produção de suor, a produção de sebo, a dilatação ou contração da bexiga, produção de compostos que dão energia aos músculos esqueléticos e até mesmo a ereção do pênis nos homens.

MIOLO-O que acontece no nosso organismo quando temos a sensação de perigo

O parassimpático deixa as nossas funções vitais em um patamar considerado normal. Já nas situações onde há sensação de perigo o sistema simpático irá entrar em ação e produzirá reações que são bastante conhecidas em situações de perigo como:

  • o aumento dos batimentos cardíacos,
  • dilatação da pupila,
  • palidez na pele (o sangue vai para outros locais, como os músculos),
  • relaxamento da bexiga (você não sente vontade de urinar quando está em perigo),
  • broncodilatação nos brônquios do pulmão (você respira mais)

além de outros fatores internos que não conseguimos observar, mas que são de fundamental importância para nos deixar mais alertas e enfrentar a situação desconfortante como o aumento da glicose no sangue, liberação de hormônios a exemplo da adrenalina, entre outros fatores.

No caso que falamos no início, onde você consegue correr além do seu normal, esse seu momento de “super herói” pode ser explicado pelas reações provocadas pelo sistema simpático, a exemplo do aumento do batimento cardíaco que leva mais sangue ao seus músculos, o aumento da glicose que aumentará o nível de energia e a broncodilatação dos brônquios do pulmão que irá melhorar o aproveitamento do ar respirado.

Passada a sensação de perigo o nosso corpo volta a ser controlado pelo sistema parassimpático e assim nossas funções vitais voltam ao normal. Isso é necessário, já que se o organismo continuasse no ritmo acelerado do simpático, geraria doenças.