CAPA-Riscos a saúde associados ao uso dos jalecos fora dos ambientes clínicos, laboratórios e hospitalaresSurgindo no século XVII, com tons escuros e usado como medidor da qualidade do profissional da saúde pela comunidade, o jaleco evoluiu junto com as sociedades e hoje está sempre associado a questões de biossegurança tanto para o profissional da saúde ou os pacientes que estão naquele ambiente, quanto para profissionais de outras áreas que tem o jaleco como EPI.

Porém, esse conceito do uso do jaleco com o objetivo de evitar contaminação e somente nos ambientes adequados, está atualmente se desvirtuando e ganhando carácter de identificação do profissional, consequentemente, colocando a sua função primordial em segundo plano.

Hoje é muito normal ver profissionais andando com jaleco em plenas vias públicas ou até mesmo em restaurantes e refeitórios do próprio hospital, clínica, posto da saúde, laboratórios, entre outros locais onde não deveriam estar presentes.

Seja pelo “status” que o uso de um jaleco representa para a sociedade contemporânea, em especial no Brasil, ou apenas por displicência do profissional que o veste, o uso de jalecos fora dos ambientes adequados pode representar um risco imenso de contaminação para toda a sociedade.


Isso por que o jaleco pode conter resíduos hospitalares, respingos de alguma secreção ou sangue, bactérias entre outros fatores que representem perigo de contagio e consequentemente, transmissão de doenças.

MIOLO-Riscos a saúde associados ao uso dos jalecos fora dos ambientes clínicos, laboratórios e hospitalares

É sobre esse assunto que vamos tratar nesse artigo de hoje, quais os riscos a saúde associados ao uso dos jalecos fora dos ambientes clínicos, laboratórios e hospitalares e a importância de conscientizar esses profissionais sobre os riscos a saúde pública provocados por esse hábito.

O uso de jalecos sujos por profissionais da saúde já foi o principal causador de transmissão de doenças, logo quando iniciou o seu uso, no século XVII.  O médico húngaro Semmelweis (1818-1865) foi o primeiro a descobrir que a causa inicial da infecção se dava através do contagio de germes vindos de mãos sujas, instrumentos cirúrgicos contaminados e jaleco infectado.

Hoje, esse tipo de contágio em larga escala, nos ambientes de saúde, já é bastante reduzido quando comparado aquela época devido aos cuidados tomados nesses locais. Mas segundo a Unicolors Uniformes, fabricante de jalecos, o uso dos jalecos fora dos ambientes adequados torna o risco de contágio em larga escala fora desses ambientes muito provável.

Os jalecos usados fora dos ambientes adequados podem ser considerados como reservatórios móveis de  micro-organismos!

Os micro-organismos, causadores de doenças, podem ser depositados nos tecidos de jalecos á partir de mãos contaminadas, espirros de secreções, contaminação ambiental, entre outros meios e não são eliminados em períodos curtos, permanecendo viáveis por períodos prolongados. Um exemplo é o Mycobacterium tuberculosis, causador da tuberculose e que pode permanece ativo para contágio no tecido de algodão do jaleco por até 50 dias.

Portanto, cabe aos profissionais que tem o hábito do uso dos jalecos fora dos ambientes adequados, se conscientizarem do carácter de reservatórios de micro-organismos e agente disseminador (devido ao trânsito de usuários em diversos ambientes, que provocará a disseminação dos mesmos) que o seu jaleco ganha fora do ambiente adequado e evitar que isso aconteça.