CAPA-Causas, sintomas e tratamento do refluxo  gastroesofágico

Os casos de refluxo gastroesofágico estão aumentando no Brasil, sendo uma das grandes culpadas, a má alimentação.

Queimação na região da “boca do estômago” e regurgitação frequente dos alimentos, além de dor no peito, são os principais sintomas desta doença que segundo pesquisa do Datafolha, afeta 12% dos brasileiros.

Isso equivale a cerca de 20 milhões de pessoas, tendo maior incidência da doença em homens com faixa etária acima de 40 anos de idade, mas não deixando de acontecer em outras condições.

O refluxo gastroesofágico, conhecido popularmente apenas como refluxo, é caracterizado pelo retorno do ácido existente no estômago e usado para a digestão dos alimentos, ao esôfago.


Essa volta do ácido ocorre quando se perde a força do músculo que mantém o estômago fechado, chamado de esfíncter e assim ocorre o refluxo.

Esse “afrouxamento” pode ser causado por fatores como a predisposição genética, a obesidade, ter hábitos alimentares inadequados como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cafeína e cigarro ou fazer a ingestão de grandes quantidades de alimentos e logo em seguida ir se deitar.

Infelizmente, o refluxo gastroesofágico não tem cura definitiva e por isso, alguns sintomas podem volta, mesmo após o tratamento.

Ela atinge 2,5 vezes mais os homens do que as mulheres e a principal faixa etária da população acometida pela doença são as pessoas acima de 40 anos, embora ela também possa acometer adolescentes e adultos jovens.

Em cerca de 0,3% dos casos de pacientes com refluxo gastroesofágico, a doença pode se transformar em esofagite, uma inflamação da mucosa do esôfago, que predispõe a pessoa a desenvolver câncer.

Como aproximadamente 12% dos brasileiros tem refluxo gastroesofágico, então cerca de 6.500 pessoas que moram no Brasil tem algum risco de desenvolver o câncer de esôfago.

MIOLO-Causas, sintomas e tratamento do refluxo  gastroesofágico

Sintomas do refluxo gastroesofágico

Os principais sintomas do refluxo gastroesofágico são:

  • A queimação na região conhecida popularmente como “boca do estômago”.
  • A constante regurgitação dos alimentos ingeridos.
  • Dor no peito, que pode facilmente ser confundida com os sintomas de um infarto miocárdio.
  • Ter ronco.
  • Ter pigarro.
  • Ter tosse crônica.

Como evitar ter o refluxo gastroesofágico?

Considerando os fatores provocadores do refluxo gastroesofágico, mesmo que você tenha predisposição genética, você deve evitar ter obesidade, ter hábitos alimentares inadequados como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, cafeína e cigarro ou fazer a ingestão de grandes quantidades de alimentos e logo em seguida ir se deitar.


Caso você tenha os sintoma acima, é indicado visitar um médico gastroenterologista, onde você fará um exame de endoscopia e, em alguns casos, é realizado também um exame denominado PH metria, para medir o nível de acidez do esôfago e verificar se você realmente tem o refluxo gastroesofágico.

Tratamento

  • Durante o tratamento pode ser usado travesseiros elevados, com formatos especiais, que diminui o retorno do ácido do estômago para o esôfago e assim evitando o risco de engasgamento.
  • Também deve-se tomar medicamentos que controlem a secreção do ácido.
  • É necessário haver uma mudança de hábitos alimentares.
  • Em casos mais graves, é indicado realizar o procedimento cirúrgico para tentar corrigir o problema.